Os brasileiros diminuirão o consumo por conta dos juros altos, da inflação e do crédito mais escasso. Na lista de compras, a prioridade é dos itens essenciais. Alimentos e bebidas, nos supermercados, tiveram o crescimento do comércio varejista, mas a alta, de 3,9%, foi menor do que no ano de 2013.
O segundo melhor desempenho foi o do setor de roupas, calçados e acessórios, com uma alta de 3,4%. De outro modo, o que deixou cair o resultado do comércio foi o movimento nas lojas de material de construção. As vendas caíram 6,5%.
Escalada dos juros, alta da inflação, com pouca confiança do mercado. De acordo com os economistas, o cenário não foi dos melhores para os clientes, pois muitos deles estão endividados e mais preocupados em sair da inadimplência primeiro e depois conquistar novos financiamentos.
“O consumidor age como o governo está agindo, ele tende a apertar o cinto, arcar com as dívidas, se desalavancar como forma de proteger para esse período que vai ser um período de maior incerteza”, explica Daniel Sousa, economista do Ibmec-RJ.
Uma grande parte do dinheiro gasto no comércio, em 2014, não estava na mão dos consumidores, saiu dos diversos jeitos de crédito proporcionadas por bancos, operadoras de cartão e financeiras.
Fonte: G1
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